Postado em 23/09/2019 às 15:21

2019-2060: plano estratégico prevê que todos os remédios terão rótulos disponíveis

 

Batalha prevista no Planejamento Estratégico 2019-2060 prevê que o GDF ofertará 100% de produtos básicos, estratégicos e especializados. Bem antes do prazo, Saúde já atua para facilitar o acesso

 

 

 

 

 
 

 

O Distrito Federal, como todas as unidades da Federação, enfrenta desafios relacionados ao acesso da população a medicamentos. A logística para armazenamento e distribuição também precisa de melhorias. De olho nisso, o governo estabeleceu, no Plano Estratégico 2019-2060, uma batalha específica para garantir remédios certos na hora necessária aos pacientes da capital. A meta é aumentar para 100% a disponibilidade de rótulos. Até lá, a Secretaria de Saúde atua para facilitar a vida do paciente.

 

A gestão de medicamentos considera o ciclo da assistência farmacêutica: aquisição, armazenamento, distribuição e uso. Na rede, os rótulos são dispensados de acordo com os Componentes de Assistência Farmacêutica, que são básico (para tratamento precoce), estratégico (que previnem endemias) e especializado.

 

Eles são distribuídos nas Unidades Básicas de Saúde, nos hospitais (para pacientes internados) e nas Farmácias Ambulatoriais Especializadas (conhecidas como Farmácias de Alto Custo).

 

Cerca de 30 mil pacientes buscam medicamentos nas farmácias ambulatoriais especializadas da Asa Sul, de Ceilândia e do Gama. É o caso do aposentado Orlando Machado de Camargo. O idoso de 66 anos foi diagnosticado com reumatismo há 19 anos. Na época, ele não teve acesso ao medicamento e a falta de tratamento o deixou com sequelas, como a perda de mobilidade na cervical e de seis centímetros na altura. 

 

“Eu sentia febres e dores horríveis antes de tomar o medicamento, sem essa medicação eu estaria perdido”, conta o morador de Vicente Pires. Gratuitamente, ele consegue ter em mãos o rótulo que chega a custar R$ 9 mil.

 

Foco estratégico

 

“O Plano priorizou ações capazes de fortalecer a gestão da assistência farmacêutica, por meio da instituição de diretrizes que possibilitam a adoção de uma política pública mais consistente nesse campo da saúde e de relevância para a recuperação da bem-estar e da qualidade de vida da população”, explica Adriana Lorentino, secretária-adjunta de Planejamento da Secretaria de Economia.

 

A secretária-adjunta diz que a questão de medicamentos constitui um dos mais importantes focos estratégicos, contemplando iniciativas voltadas ao acesso da população a medicamentos, bem como aquelas relacionadas à logística para seu armazenamento e distribuição.

 

“É um grande desafio o aprimoramento para que haja medicamentos em quantidade suficiente para atender as demandas da população do DF. Como o é garantir que a qualidade dos medicamentos seja mantida até o seu uso”, ressalta Lorentino.

 

Iniciativas caminham

 

A meta para os próximos 40 anos é abrir ao menos uma unidade de farmácia de alto custo por região de Saúde. Até lá, a unidade de Ceilândia passa por reforma, medida que é avaliada para chegar às outras duas. Ainda está em andamento a abertura de uma farmácia de média complexidade na Policlínica da Asa Sul (114/115 Sul).

 

Além disso, para facilitar a o atendimento ao usuário, a pasta diz que um sistema para agendamento da retirada de medicamentos por dia e horário está sendo adquirido para funcionar nas três farmácias. 

 

Com base no Plano Estratégico, o governo planeja contratar serviços de operação logística para armazenamento e distribuição de materiais e medicamentos. A Secretaria de Saúde explica que o processo foi aberto. A equipe de planejamento faz estudos de viabilidade e análise de riscos. Pelos prazos legais, caso não haja atrasos, a previsão é que o edital seja publicado até o fim de 2019.

 

Além disso, o plano é reformar a Farmácia Viva, localizada no Riacho Fundo I, e ampliar a estrutura física do laboratório de farmacotécnica do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), onde são produzidos 75 tipos diferentes de medicamentos na forma de solução oral. O projeto está em fase de aprovação pela Vigilância Sanitária. 

 

Segundo gestores da Saúde, o recurso disponível via emenda parlamentar é suficiente para iniciar a obra. Pioneiro no Brasil em fornecimento de medicamentos fitoterápicos para a rede pública de saúde, o local atende 21 unidades básicas de saúde e fornece medicamentos para 143 equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF). 

 

Também está em estudo a implantação do Projeto do Complexo de Assistência Farmacêutica, que pode contribuir para universalizar a disponibilidade de medicamentos. 

 

Todas as mudanças planejadas vão beneficiar pacientes como José dos Reis Oliveira. O morador de Planaltina tem apenas 20% do pulmão direito e busca, todos os meses, dois rótulos fornecidos gratuitamente.

 

Se fosse comprar, teria que tirar do bolso quase R$ 500 a cada 30 dias. “Quando fico sem tomar o remédio me sinto muito cansado. É por isso que este serviço me ajuda muito. Tem gente aqui que se não recebesse o remédio de forma gratuita já estaria sem vida”, diz o homem de 62 anos. 

 

 
 

Fonte: Agência Brasília

 
 

Atualizado em 23/09/2019 às 15:29

 
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