Postado em 28/03/2018 às 13:03

Desemprego no DF diminuiu quase 2 pontos porcentuais em um ano

Segundo pesquisa da Codeplan, divulgada nesta quarta (28), também houve aumento de postos de trabalho no mesmo período

 

 

 

 

 
 

De fevereiro de 2017 até o mesmo mês deste ano, o desemprego no Distrito Federal diminuiu de 20% para 18,2% em relação à população economicamente ativa.

Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego no DF, divulgada na manhã desta quarta-feira (28), pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan).

Segundo o levantamento, a queda ocorreu devido a um aumento de número de postos de trabalho em maior intensidade do que a entrada de pessoas na população economicamente ativa.

“No último ano, tivemos um cenário de recuperação. Estamos vivenciando agora um mês de fevereiro diferente dos anteriores, de uma possível normalização do mercado de trabalho”, disse o presidente da Codeplan, Lúcio Rennó.

No período, houve aumento de assalariados com carteira assinada— crescimento 4,7% no ano.

Além disso, foram 37 mil vagas a mais, enquanto a força de trabalho elevou-se em 9 mil pessoas. Com isso, os desempregados reduziram em 28 mil em 12 meses.

Apesar da redução, o desemprego aumentou de janeiro para fevereiro de 2018. Isso porque, conforme a PED, a população economicamente ativa aumentou em 5 mil pessoas no período, e o número de postos de trabalho diminuiu em 3 mil.

Com isso, surgiram mais 8 mil desempregados — passaram de 286 mil para 294 mil.

De acordo com o presidente da Codeplan, é normal que, no início do ano, haja redução dos postos de trabalho com a finalização dos contratos temporários.

Quantidade de ocupados manteve-se estável

A pesquisa considera estável a queda de 3 mil postos de trabalho. A indústria de transformação (-3 mil), o setor de construção (-5 mil) e o de serviços (-2 mil) perderam, juntos, 10 mil postos.

Por isso, ainda há decréscimo, mas os valores ficaram estáveis porque setores como o de comércio ganharam mais 4 mil vagas.

Desemprego por gênero, raça e idade

A pesquisa revelou ainda que negros representam 71,9% dos desempregados, mulheres 52% e jovens de 16 a 24 anos 39%.

De acordo com o supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Max Leno, o nível de escolaridade das mulheres é maior do que o dos homens no DF, porém, elas ainda têm menores salários.

“Do ponto de vista da raça e cor a diferença é presente. As mulheres negras têm uma característica precarizada no mercado de trabalho”, acrescentou.

 
 

Fonte: Agência Brasília

 
 

Atualizado em 19/10/2018 às 16:34

 
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