Postado em 13/12/2016 às 18:46

Combate ao racismo e à violência de gênero é levado para as administrações regionais

Projeto Ubuntu, lançado nesta terça (13) no Palácio do Buriti, vai capacitar servidores das regiões administrativas para atender vítimas desse tipo de violação de direitos

 

 

 

 

 
 

Servidores das administrações regionais do Distrito Federal serão capacitados para atender vítimas de racismo e de violência de gênero. Essa é a proposta do projeto Ubuntu, lançado nesta terça-feira (13) no Salão Nobre do Palácio do Buriti. A iniciativa também vai ajudar os funcionários das regiões a organizar eventos e atividades com essa temática.

Foram dez meses de elaboração da proposta, que começará por administrações regionais: de Ceilândia, do Itapoã e do Varjão. Elas foram escolhidas devido à facilidade de articulação com organizações não governamentais e sociedade civil.

A ideia é que o programa se expanda para todas as localidades e, pelo menos uma vez por mês, ocorram atividades de conscientização sobre o racismo institucional, a violência contra as mulheres — em especial as negras — e a vulnerabilidade dos jovens negros. “Devemos fazer políticas com a população, e não para a população. Isso tem uma diferença muito grande. A possibilidade de a gente errar é menor”, disse Gutemberg Gomes, secretário do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.

Para isso, as administrações regionais vão assinar o plano de adesão e elaborar um programa de trabalho, em parceria com a Secretaria Adjunta de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos e com a Secretaria das Cidades. “A vida acontece nas cidades, portanto é importante essa capacitação dos servidores para que eles possam ser multiplicadores nas comunidades. Precisamos definitivamente banir o racismo da capital do País”, defendeu o secretário das Cidades, Marcos Dantas.

Formada em novembro na primeira turma do curso de Igualdade Racial, ministrado pela Escola de Governo para funcionários de diversos órgãos distritais, a servidora Elaine Cristina Lopes Lima, de 37 anos, sabe da importância do tema. “Temos que enfrentar essa situação. Muitas vezes, os funcionários nem percebem que estão cometendo racismo”, conta. “É necessário refletir por que o tempo de atendimento de uma mulher negra, mesmo que grávida, é menor do que uma mulher branca. Ou por que os jovens negros tendem a abandonar a escola com maior frequência que os brancos”, exemplifica.

Centros de referência em raça e gênero

Além da capacitação, devem ser criados centros de referência em raça e gênero nas regiões administrativas a partir de janeiro. “Temos equipamentos para atendimento às mulheres vítimas de violência e, agora, precisamos de um para a comunidade negra”, defende o subsecretário de Igualdade Racial, Victor Nunes.

Consulta pública sobre o Plano Distrital de Promoção da Igualdade Racial

No evento de hoje, também foi aberta a consulta pública para construção do Plano Distrital de Promoção da Igualdade Racial. O projeto vai estabelecer as políticas de Estado para o enfrentamento do racismo no território. As contribuições podem ser enviadas por meio dos telefones (61) 3403-4906 e (61) 3403-4913.0

 
 

Fonte: AGÊNCIA BRASÍLIA

 
 

Atualizado em 06/11/2018 às 15:39

 
  •  
  • ENDEREÇOS
  •    Secretaria de Economia do Distrito Federal
  • Anexo do Palácio do Buriti
  • 10º andar, sala 1001
  • CEP: 70075-900
  •    Protocolo Central
  • Protocolo Central Ed. Anexo - Palácio do Buriti, Térreo, sala 106 - Brasília - DF
  • CEP: 70075-900
  • Central 156 (Distrito Federal)
  • 0800-644-0156 (demais localidades)
  •  
  • Acesso à Informação